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No projeto de ensino, pesquisa e extensão, interessa-nos observar as rugosidades, que dizem respeito às condições preexistentes em cada lugar – como recursos materiais, organização social, econômica e cultural – da perspectiva da pessoa com deficiência. Para esses sujeitos, a relação entre fluidez e resistência (imobilidade) pode ser percebida nas mais distintas esferas da vida, tanto em relação ao movimento físico (de observação por vezes mais óbvia), quanto em relação aos que se dão nas redes com e sem fios. Para situarmos a importância social da deficiência cabe dizer que, de acordo com os dados da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 10% da população mundial vive com uma deficiência. Desse montante, cerca de 80% reside em países pobres ou em desenvolvimento (Pessoa, 2015).

Diante desse contexto, nossa proposta é olhar para acessibilidade da pessoa com deficiência, em espaços públicos de Belo Horizonte, a partir das contribuições teóricas e metodológicas do paradigma da mobilidade (Urry, 2007), do conceito de vulnerabilidades em Butler (2011, 2016)  por meio das narrativas de si (Rago, 2013) e de pesquisas científicas ancoradas na teoria dos afetos (Moriceau, 2014). Neste sentido, voltamos o nosso olhar para os sujeitos diante das vulnerabilidades sentidas e percebidas pela sua condição de pessoa com deficiência no espaço urbano. Conforme pontuado por Goggin (2016), ainda que as discussões em torno da mobilidade e da deficiência estejam no início, é possível perceber o enorme potencial dessa reflexão, visto que as interfaces entre esses estudos podem lançar luz não apenas sob questões centrais que se colocam para a pesquisa em mobilidade, como também podem contribuir na ampliação de nosso entendimento sobre a deficiência, a partir da dimensão do humano e suas relações com o outro e com o ambiente.

A primeira etapa do projeto deu origem à série audiovisual ‘Eu existo e me movo: experiências e mobilidade de pessoas com deficiência’,  veiculada na Rádio Terceiro Andar.

Coordenação:  Ângela Salgueiro Marques, Camila Alves Mantovani, Sônia Caldas Pessoa.

Integrantes: Juliana de Jesus Aquino e Jude Civil (bolsistas edital Pipa, Núcleo de Acessibilidade e Inclusão NAI/UFMG) e professores do Departamento de Comunicação Social da UFMG, que são colaboradores do projeto.  

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No projeto de ensino, pesquisa e extensão, interessa-nos observar as rugosidades, que dizem respeito às condições preexistentes em cada lugar – como recursos materiais, organização social, econômica e cultural – da perspectiva da pessoa com deficiência. Para esses sujeitos, a relação entre fluidez e resistência (imobilidade) pode ser percebida nas mais distintas esferas da vida, tanto em relação ao movimento físico (de observação por vezes mais óbvia), quanto em relação aos que se dão nas redes com e sem fios. Para situarmos a importância social da deficiência cabe dizer que, de acordo com os dados da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 10% da população mundial vive com uma deficiência. Desse montante, cerca de 80% reside em países pobres ou em desenvolvimento (Pessoa, 2015).

Diante desse contexto, nossa proposta é olhar para acessibilidade da pessoa com deficiência, em espaços públicos de Belo Horizonte, a partir das contribuições teóricas e metodológicas do paradigma da mobilidade (Urry, 2007), do conceito de vulnerabilidades em Butler (2011, 2016)  por meio das narrativas de si (Rago, 2013) e de pesquisas científicas ancoradas na teoria dos afetos (Moriceau, 2014). Neste sentido, voltamos o nosso olhar para os sujeitos diante das vulnerabilidades sentidas e percebidas pela sua condição de pessoa com deficiência no espaço urbano. Conforme pontuado por Goggin (2016), ainda que as discussões em torno da mobilidade e da deficiência estejam no início, é possível perceber o enorme potencial dessa reflexão, visto que as interfaces entre esses estudos podem lançar luz não apenas sob questões centrais que se colocam para a pesquisa em mobilidade, como também podem contribuir na ampliação de nosso entendimento sobre a deficiência, a partir da dimensão do humano e suas relações com o outro e com o ambiente.

A primeira etapa do projeto deu origem à série audiovisual ‘Eu existo e me movo: experiências e mobilidade de pessoas com deficiência’,  veiculada na Rádio Terceiro Andar.

Coordenação:  Ângela Salgueiro Marques, Camila Alves Mantovani, Sônia Caldas Pessoa.

Integrantes: Juliana de Jesus Aquino e Jude Civil (bolsistas edital Pipa, Núcleo de Acessibilidade e Inclusão NAI/UFMG) e professores do Departamento de Comunicação Social da UFMG, que são colaboradores do projeto.  

 [:fr]

Dans le projet d’enseignement, de recherche et de vulgarisation, nous nous
intéressons à observer les rugosités qui se rapportent aux conditions préexistantes
de chaque lieu – ressources matérielles, organisation sociale, économique et
culturelle – du point de vue de la personne handicapée.
Pour ces sujets, la relation entre fluidité et résistance (immobilité) peut être perçue
dans les sphères les plus diverses de la vie, à la fois par rapport au mouvement
physique (observation parfois plus évidente) et par rapport à celles qui se produisent
dans les réseaux avec et sans fils. Selon l’ONU, environ 10% de la population
mondiale vit avec un handicap. De ce montant, environ 80% résident dans des pays
pauvres ou en développement (Pessoa, 2015).


Dans ce contexte, notre proposition est d’examiner l’accessibilité des personnes
handicapées dans les espaces publics de Belo Horizonte, basée sur les
contributions théoriques et méthodologiques du paradigme de la mobilité (Urry,
2007), le concept de vulnérabilités dans Butler (2011, 2016) (Rago, 2013) et la
recherche scientifique ancrée dans la théorie affective (Moriceau, 2014).


En ce sens, nous nous tournons vers les sujets confrontés aux vulnérabilités
ressenties et perçues par leur condition de personne handicapée dans l’espace
urbain. Comme discuté par Goggin (2016), bien que les discussions sur la mobilité et
le handicap soient au début, il est possible de réaliser l’énorme potentiel de cette
réflexion, puisque les interfaces entre ces études peuvent éclairer non seulement les
questions centrales qui se posent pour la recherche sur la mobilité, mais ils peuvent
aussi contribuer à l’élargissement de notre compréhension du handicap, de la
dimension humaine et de ses relations avec l’autre et avec l’environnement.


La première étape du projet a donné lieu à la série audiovisuelle «J’existe et bouge:
Expériences et mobilité des personnes handicapées», diffusée sur Rádio Terceiro
Andar.


Coordination: Ângela Salgueiro Marques, Camila Alves Mantovani, Sônia
Caldas Pessoa.


Membres: Juliana de Jesus Aquino et Jude Civil (boursiers Pipa, Accessibilité
et Inclusion Nucleus NAI / UFMG) et des professeurs du Département de
Communication Sociale de l´ UFMG, qui sont des collaborateurs du projet.

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