[:pb]Esse projeto de ensino, pesquisa e extensão pretende compreender as dimensões da acessibilidade em redes sociais online a partir da perspectiva das pessoas com deficiência e apresentar propostas para criação de interfaces e interações mais amigáveis e inclusivas. Tendo por base as premissas do design centrado no usuário (ou design de experiência), tomaremos os usuários e os contextos múltiplos, plurais e dinâmicos em que eles estão inseridos como ponto de partida para que a sua experiência seja um elemento fundamental na avaliação da qualidade da interação proposta. Geralmente, a “qualidade” dessa interação é analisada a partir de requisitos e parâmetros que são dados pela usabilidade e a acessibilidade, que, por sua vez, estão vinculadas a diretivas legais (ISO 9241-171) e buscam garantir a inclusão, de quaisquer usuários, nos ambientes/serviços/produtos digitais. No entanto, quando voltamos o nosso olhar para esses contextos, identificamos um distanciamento entre o que é desejável/exigido e o que realmente se efetiva para que um determinado produto ou serviço possa ser considerado inclusivo. Na realidade, são poucos os produtos/serviços que atendem aos requisitos mínimos de inclusão, visando atingir as métricas de usabilidade e acessibilidade. Longe de ser uma questão meramente técnica, essa constatação traz implicações diversas para a vida dos sujeitos, que se veem diante dos ambientes e dispositivos digitais para realizar atividades que vão do entretenimento ao exercício de sua cidadania. Aplicativos, portais, jogos, redes sociais e outros estão cada vez mais presentes no cotidiano, demandando dos sujeitos capacidades e competências variadas para interação. No caso das redes sociais, locais preferenciais de interação, percebemos uma ausência de padrões mínimos de acessibilidade, o que implica na exclusão – ou no acesso dificultado – de muitos sujeitos aos conteúdos e interações ali presentes. O objetivo geral é desenvolver esforço teórico-metodológico, com foco nas relações entre sujeito e mediações, para projetos de inclusão digital, que resultem em produtos que promovam cidadania e combate à exclusão digital. Entre os objetivos específicos está o desenvolvimento e a divulgação de propostas a partir do design centrado no usuário, para ampliar a hospitalidade e a inclusão digital para as pessoas com deficiência e/ou usuários com diferentes características antropométricas e sensoriais.

Coordenação: Camila Alves Mantovani e Sônia Caldas Pessoa[:en]This teaching, research and extension project aims to understand the dimensions of accessibility in online social networks from the perspective of people with disabilities and to present proposals for the creation of interfaces and interactions that are more friendly and inclusive. Based on the premises of user-centered design (or experience design), we will take the users and the multiple, plural and dynamic contexts in which they are inserted as a starting point, so their experience is a key element in the quality assessment of the proposed interaction. Generally, the “quality” of this interaction is analyzed from requirements and parameters that are given by usability and accessibility, which, in turn, are linked to legal directives (ISO 9241-171) and seek to ensure the inclusion of any users in digital environments / services / products. However, when we turn our gaze to these contexts, we identify a gap between what is desirable / required and what really is effective in order for a particular product or service to be considered inclusive. In fact, there are few products / services that meet the minimum inclusion requirements, in order to achieve usability and accessibility metrics. Far from being a purely technical question, this realization has several implications for the life of the subjects, who are faced with the environments and digital devices to perform activities that go from entertainment to the exercise of their citizenship. Applications, portals, games, social networks and others are increasingly present in everyday life, requiring subjects to have varied skills and competences for interaction. In the case of social networks, preferential sites of interaction, we perceive an absence of minimum standards of accessibility, which implies the exclusion – or difficult access – of many subjects to the contents and interactions present there. The general objective is to develop a theoretical-methodological effort, focusing on the relations between subjects and mediations, for digital inclusion projects, which will result in products that promote citizenship and combat digital exclusion. Among the specific objectives we have the development and dissemination of proposals based on user-centered design, to increase the hospitality and digital inclusion for people with disabilities and / or users with different anthropometric and sensorial characteristics.

 

Coordination: Camila Alves Mantovani and Sônia Caldas Pessoa[:fr]Ce projet d’enseignement, de recherche et d’extension vise à comprendre les
dimensions de l’accessibilité dans les réseaux sociaux en ligne du point de vue des
personnes handicapées et à présenter des propositions pour la création d’interfaces
et d’interactions plus conviviales et inclusives. Sur la base de la conception centrée
sur l’utilisateur (ou expérience), nous prendrons comme point de départ les
utilisateurs et les contextes multiples, pluriels et dynamiques dans lesquels ils sont
insérés, afin que leur expérience soit un élément clé de l’évaluation de la qualité de
l’interaction proposée. Généralement, la «qualité» de cette interaction est analysée à
partir des exigences et des paramètres qui sont donnés par l’utilisabilité et
l’accessibilité, qui, à leur tour, sont liés aux directives légales (ISO 9241-171) et
cherchent à assurer l’inclusion de toute utilisateurs, dans les environnements /
services / produits numériques.

Cependant, lorsque nous nous tournons vers ces contextes, nous identifions un
écart entre ce qui est souhaitable / requis et ce qui est réellement efficace pour qu’un
produit ou un service particulier soit considéré comme inclusif. En fait, peu de
produits / services satisfont aux exigences minimales d’inclusion, afin d’obtenir des
mesures d’utilisabilité et d’accessibilité.

Loin d’être une question purement technique, cette réalisation a plusieurs
implications pour la vie des sujets, qui sont confrontés aux environnements et
dispositifs numériques pour réaliser des activités allant du divertissement à l’exercice
de leur citoyenneté. Les applications, les portails, les jeux, les réseaux sociaux et
autres sont de plus en plus présents dans la vie de tous les jours, ce qui oblige les
sujets à avoir des compétences et des aptitudes variées pour l’interaction.
Dans le cas des réseaux sociaux, sites d’interaction privilégiés, nous percevons
une absence de standards minimaux d’accessibilité, ce qui implique l’exclusion – ou
l’accès difficile – de nombreux sujets aux contenus et aux interactions qui y sont
présents. L’objectif général est de développer un effort théorique et méthodologique,
centré sur les relations entre sujets et médiations, pour des projets d’inclusion
numérique, qui aboutiront à des produits favorisant la citoyenneté et luttant contre
l’exclusion numérique.

Parmi les objectifs spécifiques figure le développement et la diffusion de
propositions basées sur la conception centrée sur l’utilisateur, pour augmenter
l’hospitalité et l’inclusion numérique pour les personnes handicapées et / ou les
utilisateurs avec différentes caractéristiques anthropométriques et sensorielles.

Coordination: Camila Alves Mantovani et Sônia Caldas Pessoa [:]