Eles vivem no mesmo mundo em que vivemos. São cidadãos com os mesmos direitos que os demais e formam uma expressiva parcela de 24 % da população brasileira, ou cerca de 45 milhões de pessoas, de acordo com o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Estamos falando das pessoas com deficiência. Ignoradas por muitos, invisibilizadas por outros, vivem driblando as armadilhas de uma sociedade que cotidianamente desrespeita muitos dos direitos conquistados ao longo de décadas de luta.

Por isso, a Rádio Terceiro Andar exibe a série “Eu me existo e me movo: experiências e mobilidade de pessoas com deficiência”. A série faz parte de um projeto de pesquisa do Afetos: Grupo de Pesquisa em Comunicação, Acessibilidade e Vulnerabilidades, que é desenvolvido pelas professoras Camila Alves Mantovani e Sônia Caldas Pessoa.

Nesta primeira etapa, os estudantes da disciplina Rádio e Mídias Digitais se deslocaram pelo campus da UFMG com pessoas com deficiência: caminharam, observaram e entrevistaram alunos, técnicos administrativos e professores com deficiência.  O que pensam estas pessoas sobre a própria deficiência? Como se deslocam? Quais as dificuldades e necessidades? E seus direitos, por que não são respeitados?  Essas experiências podem ser conferidas a partir desta terça-feira (28/11), na Rádio Terceiro Andar.

 

A série conta com nove programas ao todo. A cada semana, um novo relato será disponibilizado. Eles irão narrar, na voz dos próprios entrevistados, experiências como a do servidor do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão da UFMG (NAI), Romerito Nascimento, que é deficiente visual. Ele abre a série com relatos sobre as dificuldades e técnicas que desenvolveu para se locomover no campus. Romerito conta, por exemplo, que quase sofreu um grave acidente na universidade ao tentar desviar o caminho.

Outro relato que pode ser conferido é do servidor da UFMG, Geraldo Toledo. Ele tem paralisia cerebral e narra o forte assédio moral que sofreu por causa da velocidade com que desempenha determinadas funções, como a digitação. Já a professora da Faculdade de Letras da UFMG, Michelle Andrea Murta, que é a primeira surda efetivada como docente da universidade, fala um pouco de sua vivência em sala de aula como professora de Libras.

A série especial mostra também as experiências dos servidores da UFMG Abel Passos do Nascimento e Helivelton Ferraz, do professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFMG, Marcelo Pinto Guimarães, e dos alunos da instituição, Paulo Madrid e Myriam Silveira. Há ainda relato de outro estado. O paratleta e militar do exército, Denilson Souza, é de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e concedeu uma entrevista especial para uma aluna intercambista do Sul à Rádio Terceiro Andar.

 “Eu me existo e me movo: experiências e mobilidade de pessoas com deficiência” foi realizada por alunos da disciplina de Rádio e Mídias Digitais, do curso de Comunicação Social da UFMG, sob coordenação da professora Sônia Pessoa, da estagiária docente Stephanie Boaventura e da estagiária do estúdio de rádio da Fafich, Karla Scarmigliat.

Mais informações podem ser obtidas nas plataformas da Rádio: Facebook site, youtubemixclound, e Twitter.

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 Acompanhe a programação:

28/11 – Romerito Nascimento (servidor da UFMG).

06/12 – Myriam Silveira (estudante de psicologia da UFMG).

13/12 – Michelle Andrea Murta (professora da Faculdade de Letras da UFMG).

20/12 –  Paulo Madrid (estudante de Comunicação Social da UFMG).

27/12 – Abel Passos do Nascimento (Servidor da UFMG).

03/01 – Geraldo Toledo (servidor da UFMG).

10/01 – Helivelton Ferraz (servidor da UFMG).

17/01 – Denilson Souza (paratleta e militar do exército).

24/01 – Marcelo Pinto Guimarães (professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFMG).

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