Alunos de Comunicação Social da Universidade Federal de Minas Gerais criaram, na disciplina de Comunicação e Acessibilidade, um infográfico acessível sobre a violência obstétrica. Ao ter contato com a realidade sobre os produtos acessíveis no Brasil surge uma nova preocupação entre os alunos Lívia Laudares, Mariana Gonzaga e Matheus Salvino. A violência obstétrica é um fenômeno ainda pouco discutido no Brasil — existe apenas uma pesquisa da Fiocruz . Sabendo mais sobre o assunto, a possibilidade de que as pessoas consigam se defender aumenta. As pessoas com deficiência sofrem com a falta de acessibilidade e, por isso, têm ainda menos acesso a essas informações.

O infográfico com fotografias, texto objetivo e explicativo, pensando no português como segunda língua, alto contraste (preto, amarelo e branco) e a audiodescrição (#PraCegoVer) foi a proposta desenvolvida na disciplina Comunicação e Acessibilidade. O enfoque da matéria, comandada pela professora Regiane Lucas, foi compreender como se dá a acessibilidade nos meios de comunicação, estudando a legislação e acessibilidade como direito. Foi preciso compreender as formas de comunicação de pessoas cegas e surdas. A proposta era criar um produto acessível desde a sua concepção.

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FIGURA 1:
#PraCegoVer
Texto dentro da imagem:
Violência obstétrica é a violência que acontece antes, durante e depois do parto. No Brasil, uma em cada quatro mulheres já sofreu violência obstétrica.

Descrição da imagem:
No topo, o título “Violência Obstétrica” está escrito em amarelo. Logo abaixo, o texto está
escrito em branco e amarelo. Na lateral esquerda, está uma foto quadriculada de uma mulher grávida olhando para baixo. Ela é negra, tem cabelos cacheados e usa um vestido claro. Ao lado da foto, está uma ilustração do mapa do Brasil com quatro silhuetas de mulheres grávidas, uma delas tem cor amarela e as outras três têm cor branca.

info2.pngFIGURA 2:
#PraCegoVer

Texto dentro da imagem:
Mulheres negras: trinta e oito por cento não tiveram anestesia durante o parto. A mortalidade materna é sete vezes maior que a de mulheres brancas. Mulheres com deficiência: são vinte e quatro por cento das mulheres no Brasil e podem ser mais vulneráveis à violência obstétrica.

Descrição da imagem:
Na lateral esquerda, há uma foto quadriculada de uma mulher grávida olhando para baixo. Ela está de perfil, é negra, usa tranças afro e uma roupa preta. Ao lado, em fundo preto, está o texto escrito em amarelo e branco, com os números destacados e em tamanho maior.

info3.pngFIGURA 3:
#PraCegoVer

Texto dentro da imagem:
Cesariana é recomendada pela Organização Mundial de Saúde em, no máximo, quinze por cento dos casos. No Brasil, ocorre em cinquenta e dois por cento dos casos, sendo quarenta e seis por cento em hospitais de rede pública e oitenta e oito por cento em hospitais de rede privada.

Descrição da imagem:
No topo, em fundo preto, está o título “Cesariana”. Logo abaixo, na lateral esquerda, está o texto escrito em branco. Abaixo, há três gráficos de pizza com duas divisões cada, uma amarela e uma branca, e com percentuais escritos em preto. Na lateral direita, está uma foto quadriculada de um bebê de pele branca. Seus braços e mãos escondem seu rosto.

info4FIGURA 4:
#PraCegoVer

Texto dentro da imagem:
Sessenta e seis por cento das mulheres preferem parto normal.

Descrição da imagem:
No topo está o texto escrito em amarelo e branco, com o percentual destacado em tamanho maior. Abaixo, está uma foto quadriculada de uma mulher grávida deitada em um hospital. Ela é branca, veste uma blusa branca, e sua barriga está à mostra. Ela olha para cima, em direção a uma pessoa de luvas que está com as mãos em sua barriga.

info5FIGURA 5:
#PraCegoVer

Texto dentro da imagem:
Ocitocina sintética: aplicação de hormônio, muitas vezes sem indicação clínica, que aumenta as contrações e pode elevar o sofrimento da mãe. Ocorre em quarenta por cento dos partos. Kristeller: manobra em que o médico sobe na barriga da gestante e empurra o bebê. Ocorre em trinta e sete por cento dos partos. Episiotomia: Corte cirúrgico feito entre a vagina e o ânus. Pode ser ineficaz e deveria acontecer
em apenas quinze por cento dos partos. Ocorre em cinquenta e seis por cento dos partos
normais.

Descrição da imagem:
No topo, à esquerda, está a ilustração de uma seringa e, à direita, o título “Ocitocina Sintética” em amarelo e o texto em branco. No centro, à direita, está a ilustração de uma barriga com um bebê dentro, e, à esquerda, o título “Kristeller” em amarelo e o texto em branco. Na parte de baixo, à direita, está a ilustração de uma tesoura, e, à esquerda, o título “Episiotomia” em amarelo e o texto em branco.

info6.pngFIGURA 6:
#PraCegoVer

Texto dentro da imagem:
Em caso de violência, ligue 180 ou acesse: sistema3.planalto.gov.br/spmu/atendimento/atendimento_mulher.php. Fontes: IBGE/ FUNDAÇÃO PERSEU ABRAMO / FIOCRUZ.

Descrição da imagem:
Fundo preto. No centro, está o texto escrito em branco e o número “180” em amarelo, ao lado da ilustração simples de um telefone branco. Na parte debaixo, está o texto com as fontes pesquisadas em cor branca.

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