O grupo Afetos nasceu do desejo de três professoras e pesquisadoras do Departamento de Comunicação Social da UFMG que compartilham não só interesses de pesquisa, mas que acreditam que a ciência pode afetar positivamente a sociedade na medida em que desperta a atenção das pessoas comuns e das instituições para temáticas que envolvem grupos sociais vulneráveis, organizações e tecnologia.

Nossos interesses são o compartilhamento de teorias, metodologias e experiências comunicacionais e de acessibilidade vividas em situações de vulnerabilidades. Como pesquisadoras somos afetadas socialmente e afetamos os demais pela complexidade dos processos, corpora e fenômenos comunicacionais relacionados a indivíduos e grupos vulneráveis.

Nesse sentido, o duplo movimento de afetar e ser afetado pelas múltiplas realidades de maneira afetiva nos conduz a entrelaçamentos teóricos que perpassam os estudos sobre vulnerabilidades a partir tanto da teoria crítica dos estudos comunicacionais quanto da análise do discurso e dos estudos sobre usabilidade, tecnologias e design universal.

Participam do grupo professores, estudantes de graduação e de pós-graduação, técnicos administrativos da UFMG, e pesquisadores não vinculados à universidade e que se interessam pelo tema. Também compõem o Afetos pesquisadores em situação de deficiência, entre eles, pessoas com deficiência ou que tenham a deficiência em suas experiências familiares.

Interessa-nos o desenvolvimento de uma reflexão teórico-conceitual capaz de abarcar os múltiplos aspectos comunicacionais que interpelam os sujeitos na constituição de suas subjetividades, na condição de sujeitos políticos autônomos e nas suas relações com as tecnologias como formas socialmente construídas de fornecer condições de equidade no mundo. Ao mesmo tempo, nosso desejo diz também de uma convicção ética sobre pesquisas e projetos, que possam impressionar afetivamente, comover e sensibilizar a sociedade para a importância de uma ciência que acredita em mundos mais hospitaleiros e menos desiguais.

Dessa forma, para além das discussões teóricas nos voltamos também para aspectos que possam envolver os alunos em atividades de ensino com vistas a promover uma formação cidadã e consciente de que pessoas com deficiência e em demais situações de vulnerabilidade devem fazer parte dos públicos, audiências e do campo profissional para o qual estão sendo formados.

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