Profa Sonia Caldas Pessoa, Profa Joana Ziller, Prof Carlos Mendonça e Mariana Cecília da Silva

A jornalista Mariana Cecília da Silva, pesquisadora vinculada ao Afetos: Grupo de Pesquisa em Comunicação, Acessibilidade e Vulnerabilidades, é a primeira mulher com deficiência a tornar-se mestra por meio do Programa de Pós-graduação em Comunicação (PPGCOM) da Fafich. A defesa da dissertação, intitulada Eu, elas, nós; mulheres com deficiência: observações afetivas em vídeos do YouTube, ocorreu no último mês de abril pela plataforma Skype, em conformidade com as diretrizes da UFMG para conter o avanço da pandemia do novo coronavírus. As análises foram feitas com base em incursões etnográficas e autoetnográficas em vídeos disponíveis em modo público na rede YouTube. O trabalho foi orientado pela professora Sônia Caldas Pessoa e desenvolvido no âmbito do Grupo de Pesquisa em Comunicação, Acessibilidade e Vulnerabilidades (Afetos). A banca examinadora reuniu, além da orientadora, os professores Joana Ziller de Araujo Josephson e Carlos Magno Camargos Mendonça, tendo na suplência as professoras Camila Mantovani e Verônica Soares.

“O corpo [das mulheres com deficiência] é visto não como ele pode ser, como possibilidade, mas como a sociedade dita. As pessoas tiram conclusões sobre aquele corpo antes que ele possa contar a sua história, antes que fale de si ou se apresente como uma vida que importa. Quando utilizo a plataforma, é uma questão de resistência mesmo. Vejo meu trabalho como um avanço, abriu portas para outras mulheres com deficiência sonharem com uma pós-graduação, com um título de mestra. É muito importante uma mulher com deficiência falar sobre outras mulheres com deficiência”, comenta a jornalista, que trabalha na Rede Minas de Televisão e tem displasia óssea e catarata congênita.

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