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As perspectivas da mobilidade urbana para os próximos anos foi tema do Café Controverso no dia 24 de agosto, no Espaço do Conhecimento UFMG. O debate promoveu o encontrou do engenheiro civil e doutor em Geografia pela UFMG, Marcelo Cintra, e com a professora do Departamento de Comunicação Social da UFMG e doutora em Estudos Linguísticos pela Universidade, Sônia Pessoa, coordenadora do Afetos: Grupo de Pesquisa em Comunicação, Acessibilidade e Vulnerabilidades.

O site da UFMG divulgou matéria sobre o tema. Abaixo trecho da reportagem:

“Na avaliação da professora Sônia Pessoa, alguns aspectos são fundamentais na discussão sobre mobilidade, como as condições das pessoas com deficiência ou capacidade reduzida de locomoção –  cadeirantes, usuários de andadores ou bengalas. “São grandes desafios, que vão desde as políticas públicas para investimento nos equipamentos públicos de transporte e nas condições das próprias vias até a acessibilidade afetiva”, afirma. Esse último aspecto, segundo a professora, exige a formação de uma cultura de afetividade no trato das pessoas com deficiência, que precisa ser adotada pelos motoristas e cobradores de ônibus, funcionários do metrô e da própria população.

Autonomia
“Acessar os equipamentos de transporte público, nas grandes cidades, muitas vezes torna-se um desafio para pessoas com dificuldade de locomoção. Vencer o trajeto em vias esburacadas, obstruídas ou sem piso tátil inviabiliza um direito básico de todo cidadão de ter segurança ao locomover-se. Além disso, a pessoa que depende da ajuda de outra, para cumprir seu trajeto ou acessar os equipamentos públicos de transporte, como ônibus e metrô, perde autonomia”, observa a professora”.

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